quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pobre Senhora


Era miséria o que via

Em sua face transparecia

A angustia e a descrença

Não podia falar

Já não podia nem estar


Caminhos longos a percorrer

Com seus chinelos já desgastados

Chorava e sorria

Já não sabia discernir


Via em todo lugar

Já não há via há tempos

Mais sempre que aparecia

Sabia- se que viria a pedir


Por um pouco de água

Por comida ou algo assim

Era fácil de ver

A angustia em sua face

Era difícil crer que podia acontecer


Velha senhora que caminha

Sem destino, sem abrigo

Pede La e pede Ca

Vive de suspiros

De amor e de pena




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