quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Descansou...

Onde nascem as fontes da vida... Quem desenha na face à beleza... Coração!!

Quem me levara para casa quando o tempo chama para voltar? Quem estará a me esperar quando chegar? Quem sorrira com minhas infames brincadeiras? Quem discutira sobre política? Quem será meu livro de antiguidades, meu livro de estórias? Quem não me reconhecera? Quem me dará a benção?

Entre 04:00 e 04:30, o ultimo sopro de vida, ultimas palavras, um ultimo aperto de mão e estórias perderam o brilho. Tanto que nos avisou e tanto que não acreditamos, na verdade não valeria apena acreditar, na verdade não queríamos crer na verdade! Mas ela veio e levou o triunfo, o mito, a estória!

Foi importante, é importante para mim e para todos os meus familiares. Deixara na memória às estórias, os sorrisos, as brincadeiras. Já me achava afortunado por ter por tanto tempo em minha vida alguém que me acolheu quando ainda nem sabia o que era amor, alguém que me buscou em minha casa e levou- me para brincar, alguém que sabendo a dimensão do meu problema tratava ele como ele deveria ser tratado, com pequenez, alguém insubstituível!

Agradecer seria pouco para tudo que ele deixou, mas posso eu e toda minha família agradecer por juntar os retalhos já no final de sua vida... Todos juntos olhamos a sua despedida não só com choros, mas com lembranças de um tempo bom que vivemos. Não choramos, mas, pois logo poderemos reencontra- lo quando o “Mestre” voltar.

Meu avô “Firmino” Quarta- Feira 17 de novembro às 4h30min(mais ou menos) “descasou”.

A minha vida era tão feliz
Até que um dia sem entender
Eu perdi alguém
E este alguém tanta falta me faz
Como almejo encontrar
Eu não quero mais esperar

No Céu eu quero rever
Todos que um dia aqui
A morte me roubou
Vou ver Eu não esperar
Como almejo encontrar neste novo lar. T.H

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