quarta-feira, 27 de março de 2013

O que comer e onde viver!



            Todos têm uma teoria de como viver e onde viver, as pessoas possuem essa falha que pensam elas serem uma qualidade. Ate me pego às vezes pensando como eu poderia ser feliz, compro livros, ouço musicas, tenho tantos CDs que já nem sei onde colocar, meus livros em estantes vizinhas para não estragar, já nem conto mais as paginas, somente leio, pois a felicidade retratada ali é tão estereotipada que de folha para folha nem um parágrafo faz diferença. 

           Passeando pelas ruas, vejo as pessoas e tento “estória- las” sei que foi difícil ler isso e você pode ate franzir as sobrancelhas, mas não venha me dizer que você nunca “estoriou” alguém. Sabe aquele livro, aquela fala, o filme de ontem à noite, você tenta retratar nas pessoas, mas você escolhe as cenas mais tristes e pessoas sozinhas em paradas de ônibus e bancos de praças, você tenta fazer e contar uma nova estória, mais logo percebe que mesmo o filme, livro, musica sendo tirado da realidade não realiza seu sonho de final feliz, na real nem de outros.

         Eu tenho uma teoria de o porquê às pessoas querem nossa felicidade. Talvez algum dia isso seja provado, mais agora eu vou ser chamado de louco. Porem não diga que não avisei, as pessoas querem a sua felicidade para que possam ser felizes por terem te dado isso, para ganhar mérito e também para que sua felicidade contagie a elas. Sendo assim a felicidade proeminente dos fulanos caridosos nada mais é do que um motivo para não se afogarem em suas
magoas.
            Então preste bem atenção, a felicidade só é verdade quando encontrada em solidão. Não acredite em muitos sorrisos, mas também não desacredite. Não vale apena apostar tudo em belas palavras, conselhos e frases feitas de paginas repetidas nos livros baratos, vale apena parar numa tarde que tinha tudo pra ser maravilhosa, incitar o tédio, colocar uma boa musica, tirar aquele mesmo livro da prateleira, preparar um chá e viver, sem conselhos de felicidade de onde ir ou o que comer, é simples é só negligenciar o óbvio.

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