Sabe existem
6.912 idiomas no mundo, segundo o que achei na internet, mas por mais que você
procure nada o fará sentir tão distante de algo como a palavra “Saudade”. Não existe
em outro idioma, é único da língua portuguesa, e único quando sentimos o real
valor e peso dessa palavra, é doloroso saber que quando se quer estar perto na
verdade se esta longe, e tão longe a ponto de sentir saudade.
Quão bom o
tempo no qual era simples amor, bom mesmo era amor platônico, namoro anônimo,
ver a garota mais linda do colégio como sua, mesmo que isso lhe custasse à
vida, mesmo que não tivesse como ser real. Eu não vou mentir, tenho muita
saudade da vida vazia aqui dentro e dos sorrisos que preenchiam lá fora, dos
amigos que chegavam sem avisar, dos mil motivos que tínhamos para brigar, mas
nada acontecia.
Agora eu
tenho medo de andar lá fora, onde o amor é verdadeiro e real, onde a responsabilidade
te
obriga a ser serio e cruel. Onde os erros não são admitidos, e o que
verdadeiramente se põe em pratica é vitoria pelo cansaço. Eu olho todos os dias
e só vejo o amor da culpa, vejo ele acompanhado de beijos de abraços
aparentemente tão sinceros, que me custa desacreditar que aquilo não seja real.
Tanto que
esperei e colaborei para que um sorriso tivesse sentido. Para que um abraço
tivesse fim no perdão de uma discussão. Acho que esperei muito do amor real,
onde se espera muito do amor do outro. Só tenho a me desculpar amor platônico,
namoro anônimo, vocês foram reais, foram
sentimentais, vocês foram, sentirei “Saudade”.


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